09/03/2009

Porque sou Mulher

Na sexta entrei no trabalho, almocei a correr e saí, ainda assim, não foi um dia como os outros, nem uma noite como as outras. Houve temas velhos em contextos novos e queixumes novos em regaços familiares. No final tinha mais razão do que supunha…

Amo porque sou Mulher,
Confundo porque sou Mulher,
Penso no que dizes porque sou Mulher,
Carrego o peso que me entregaste porque sou Mulher,
Fico a remoer nas tuas palavras porque as sinto como Mulher,
Sinto-me magoada, e vejo-te egoísta porque, como mulher que sou, pensei em ti;
Reajo com paixão porque sou Mulher,
Gosto de saber de ti porque sou Mulher,
Acolho as tuas confidências porque sou Mulher,
Acredito no que dizes porque, como mulher que sou, afirmo com a mesma convicção com que sinto;
Por isso,
Vou gritar, reclamar, espernear, queixar-me e lutar;
Vou tentar, voltar a tentar e tentar de novo;
Vou procurar saber;
Vou escolher e assumir;
Vou enfrentar e, de peito cheio e orgulho preenchido, dizer-te
FAÇO-O PORQUE SOU MULHER
Porque sou como me queres,
Sabes que sou MULHER e, como mulher que sou, assim … não cedo.

08/03/2009

Chicken Pie à escocesa

Limpe e lave o frango, corte-o em pedaços rejeitando os ossos principais, e depois tempere o frango com muito pouco sal, pimenta e sumo de limão.

Deite num tacho o óleo, metade da margarina, a cebola picada e as cenouras descascadas e cortadas à rodelas; leve ao lume e vá mexendo; quando começar a alourar , junte-lhe o frango e continue a deixar refogar em seco até o frango começar a alourar; então junte-lhe a farinha bem espalhada e remexida por todo o frango; mexa sobre o lume e depois junte-lhe o copo de vinho branco e o cubo de caldo, junte ainda meio copo de água, devagarinho e mexendo.

Enquanto isto corte os cogumelos em lâminas, deite a outra metade da margarina num tachinho e leve ao lume; junte-lhe os cogumelos e vá mexendo uma vez por outra.

Corte o fiambre em quadrados.

Entretanto, amasse a farinha com a margarina e junte-lhe quatro colheres de água e uma pitada de sal; amasse bem até que fique uma massa homogénea capaz de se estender com o rolo.

Deite um frango num tabuleiro ou num tacho de barro, de tamanho adequado e que possa ir ao forno, por cima espalhe os cogumelos e o fiambre.

Com o rolo, estenda a massa polvilhando com farinha sempre que necessário para não pegar. Depois coloque-a por cima do frango de forma a cobrir completamente.

Apare-a em volta e depois aconchegue-a bem, em toda a volta, com uma faquinha faça um buraco no meio; depois pinte a massa com um ovo batido. Com as aparas da massa, faça uma tira que colocará à volta junto aos bordos e bem aconchegada. Se lhe sobrou massa faça pequenas decorações e depois volte a pintar com ovo.

Leve ao forno cerca de 25 minutos.A massa poderá variar consoante o tamanho do tacho de barro.
Bom apetite!

Ingredientes:

1 frango
1 colher de sopa de margarina
3 colheres de sopa óleo
1 cebola grande picada
2 cenouras
1 colher de sopa de farinha
1 copo de vinho branco
1 cubo de caldo de galinha
100 grs de fiambre (com uma grossura de 2 mm ou mais)
200 grs de cogumelos
meio limão
sal e pimenta a gosto
1 ovo

Para a massa:

150 grs de farinha
75 grs de margarina
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de água

07/03/2009

Achados ou perdidos

As páginas que agora lia começaram por a desanimar. Quando alguém se rende tão fortemente a um livro como ela se entregou àquele que agora punha de novo na estante, a obra que lhe sucede é castrada sem piedade.

Sofia acredita que os livros são todos secretos e o seu segredo está na força que têm para projectar os pensamentos de quem os lê para momentos completos, plenos de fantasias e ricos em sensações; mas acredita mais, acredita que os livros mesmo bons nos podem revelar segredos que guardamos de nós próprios, esses segredos, não fora o dom de quem os escreve, e nunca os reconheceríamos.

A sua convicção não se prende com o facto de sermos todos pessoas desinformadas ou sem auto-consciência mas antes com a parafernália de futuros possíveis que cada um encerra dentro de si e que se multiplicam, ou dividem, quando escolhemos interagir com outros.

Aquele livro que tinha entre mãos parecia só mais um, sem nada para ensinar, com personagens encantadas em terras de magia e com futuros fatídicos, e não prendia a leitura. Parecia construído em versão acelarada. Agora o passado, numa analepese introduzida antes de tempo, e depois o passado mais recente, descrito apressadamente, de facto, tão apressadamente que em duas ou três páginas o herói da narrativa era já um jovem adulto envolvido em encantamentos descritos em surdina. E já está! O presente da narrativa (a)presentado e servido em regime de leitura leve?!

O que a impeliu a continuar a leitura que levava de forma arrastada foi a dificuldade que ainda guarda em admitir que desistência também é desinteresse, e não tão só incapacidade.

Foi por essa insegurança imatura que àquele livro, bom ou mau ou, eventualmente, até excepcional, foi dado um compasso de espera.

Não se recordava de quem lho tinha oferecido, mas foi o facto de ter sido uma oferta que a levou a retirá-lo do lugar onde esperava a sua vez. Só sabia que alguém que a queria bem gostaria que o lêsse. E então leu-o!

Mas não estava preparada. Ao que parece até os livros menos bons têm histórias nossas para contar.

A páginas tantas encontrou descrito um sentimento que pareceu reconhecer. E se durante tanto tempo ela não soubesse toda a verdade? Era porque não existia, ou porque era impensável que pudesse existir?

Alguém em mente

O Afonso é o tipo de indivíduo que não consegue estar de mente desocupada, dir-se-ia que tem uma característica marcadamente feminina, pensa demais. Por estes dias, olha de novo em redor do espaço em que circula e procura. Viu-a ontem e pareceu-lhe que ela também reparara nele, os olhares ficaram suspensos e isso tinha de significar que existia algo em que pensar. Ei-lo procurando e pensando, pensando e procurando, enquanto na sua mente trauteia “ …but I still haven´t found what i’m looking for…”mais tarde mudará de registo e acusará “ …with or without you, with or without youuu… I can´t live with or without you hum, hum”. Pouco importa. O registo será aquele que estiver adequado ao momento, mas tem de haver um. O Afonso conhece-se e sabe que é sedento por emoções, por fantasias; quando se desencanta desperta quase imediatamente para o desejo de procurar alguém que “dê luta”. Forçando vivências mas sem apressar os estádios da intimidade entrega-se ao enamoramento e vive a vida, assim, com mais intensidade, com paixão, viciado em desejo e entusiasmo.

Aos “Afonsos” que por aí andam que fiquem com a identidade salvaguardada, aos outros Afonsos, qualquer semelhança é pura ficção. Por outras palavras, a quem a carapuça servir.

26/02/2009

Saramago

Susi, o outro elefante de Saramago.

Obrigada Nina! Pelo link e por achares em mim a Krisspi ...(p)reservada para outros ambientes.

Obrigada BM3! Pelo livro. Vou lê-lo em tua casa ou noutra qualquer...

17/02/2009

Escola virtual


É EM GRANDE este sítio dos miúdos!!

A escola virtual é espectacular, informem-se que vale a pena.
Conheço bem os módulos do primeiro ano e digo-vos em nome do meu e dos vossos filhos: Oh mãe dá-me!?
Peçam aos professores para aderirem também.

16/02/2009

Sem cera!

As pessoas que me cativam
são aquelas que lutam mais do que a maioria lutaria,
são os apaixonados pela vida, capazes de encher o peito de ar em busca de sensações,
são aqueles que se agarram às paixões com fome de viver,
são os que não cedem ao desânimo,
são os que vêem para “lá do que se vê”.

Esses são também os teimosos, impertinentes e quesilentos, os loucos.
Dão luta e, de uma forma ou de outra, dão-me luta.
“A inércia faz-me mal” e os que têm temperamentos apurados mudam a minha vida!