15/02/2009

Mãos na terra

Hoje andei de volta do meu "quintal". Plantei tomilho, hortelã, morangos silvestres, menta e alface.

Desde que mudei de casa que todos os anos embarco em novas aventuras aromáticas. Este ano aventurei-me um pouco mais. A única erva que já tinha plantado, e por diversas vezes, era a hortelã.


Sou fã de hortelã!! Sou fã do cheiro da hortelã, da hortelã e dos coentros. Sou mediterrânica!

A hortelã é uma erva invasora que alastra em qualquer vaso, ou pedaço de chão, e é tão audaciosa que chega mesmo a passar de vaso para vaso, se estes se encontrarem demasiado próximos. As outras ervas que trouxe para casa ainda não as conheço mas é muito entusiasmante vê-las, uma vez plantadas, a reagir ao seu novo ambiente.

Este ano, no entanto, aconteceu-me uma situação muito, muito estranha. Não me dou com a Menta. É verdade! Tentei plantá-la e até fui bastante bem sucedida, porque de imediato o seu aroma começou a intensificar-se e, foi então, que comecei a sentir-me francamente mal disposta.

Não consigo compreender mas sentia-me tão mal disposta como se estivesse, com os meus cinco ou seis anos, dentro de um carro que seguia às voltas e voltas por uma qualquer serra, ou como se estivesse perto da minha irmã e ela usasse de novo aquela colónia da johnson que sempre me deu dores de cabeça. Muito, muito estranho! Pu-la de quarentena…

Mas adiante, as estrelas este ano serão, sem dúvida, os morangos silvestres, nos quais deposito muita fé, até porque os acredito capazes de sobreviver a dias menos bons (meus, não de S. Pedro) e até às férias. Espero poder servi-los à mesa entre amigos. Se der um para cada será uma missão cumprida.

Boa Primavera! :)

Absolute Masquerade





1o Milhões de preservativos para carnaval do RIO !!!

14/02/2009

Absolute Red


12/02/2009

Evolução das espécies

Parabéns Mr. Darwin, ainda a levantar ondas?

O que pensaria o senhor se lhe dissesse que no 8º ano de escolaridade se ensina que "espécie é o conjunto de organismos, em regra, semelhantes na forma, que podem cruzar-se entre si, originando descendência fértil" (in Planeta vivo, Sustentabilidade da terra)? "Em regra"? "Forma"? Podem"?

Então e o Ocapi? Fez da girafa e da zebra animais, em regra, da mesma espécie, não obstante serem distintos na forma? Ou, (de)forma que fez uma espécie nova, em regra semelhante a duas que, ao que parece, até podiam cruzar-se e dar descendência fértil? Não pode ser, é muita margem, tanta margem que dava material para uma tese.

E o que me diz das "sombras de antepassados esquecidos"? Se todos guardamos em nós vestígios dos nossos antepassados e se partilhamos essas memórias com espécies tão diferentes da nossa, como podemos aceitar com tanta leveza que não sejam, eles próprios, da nossa espécie?

Pois é, outra vez a margem, a margem e a tolerância que lhe atribuímos...as diferenças marginais, o erro marginal, a alteração genética marginal que dita o aparecimento de um novo ser com a mesma "espécie de características" mas, ainda assim, marginalmente diferente, e por vezes ostracizado.

Desde que vingue! Desde que vingue, criará a sua própria "descendência fértil" e com ela a sua nova espécie, e essa, por sua vez, criará outras, e de repente eis o mundo povoado de criaturas à mercê do criador, do criador das espécies - o homem, que não quis ser criação de Deus. Não falo do Sr., claro! Falo de nós todos, abusando da nossa supremacia e desprezando as comunidades bióticas.

Parabéns e que continuemos a contar muitas, espécies.

P.S: Sabia que o google (essa máquina evolutiva) lhe dedicou o dia?

07/02/2009

As tuas histórias

Aos meus filhos,

Como somos diferentes, eu e tu!
Como são diferentes as linguagens que usamos!
Explico-te tudo.
Explica-me tudo!
“conta-me histórias daquilo que eu não vi…”

By your comand ....

Caríssimos estão abertas as ostilidades.
Digam de VOSSA justiça.

"Speak Now or Forever Hold Your Peace!"

05/02/2009

Manta de retalhos

Nas primeiras missivas que te escrevi armei-te cavaleiro; Hoje são secretas, resguardadas de mundos virtuais.

Nas seguintes, derramei emoções envoltas em palavras atabalhoadas e sentimentos conflituosos, difíceis de compreender;

Cobrei-te o olhar e exigi que a nossa medida fosse a mesma; Hoje cobro-te a presença, a doçura prometida e um futuro juntos.

E assustei-te. Caí prostrada com medo de não o saber dizer,mensageira de dor, reflexo teu.

Perseguimos sonhos, meus e teus, quase sempre cada um por sua vez, tamanha a força de vontade;

Arrastando pesadas heranças, erguemos blocos de pedras duras para que pudéssemos juntos descansar.

Fiz-te assinar em carta sagrada e em dia de confissões;

Confessámos, o que alguns pensaram adivinhar,que festejávamos o nosso começo; mas não era esse...o que nos selou... era outro, o primeiro. Tantos que tivemos... recomeços.

Esqueço-me agora de tantos sítios que visitámos, de nomes de terras, dos amigos deixados pelos caminhos.

Pudera ter a vida toda para esquecer e estaria, em ti, sempre em casa.